sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Os ''negócios de ocasião'' e o ''Retorno de Jedi''

FUTEBOL - OPINIÃO - Por Beto Vetromille

'NEGÓCIOS DE OCASIÃO'' NO PELOTAS  - só deram certo em 2010

Confesso, que ao longo de muitos anos trabalhando no futebol profissional, dentro e fora dos gramados, ainda penso que não vi tudo na bola. A campanha do EC Pelotas em 2013 é , praticamente , igual a campanha de 2011 e 2012. Iniciam com técnicos e jogadores de certa expressividade no mundo da bola, mas depois mudam quase tudo para salvarem o clube do risco do rebaixamento.

2011/2012: Contrataram jogadores ''experientes''(Rincon parado, Claiton aposentado, Crhistian que nem jogou) como fórmula mágica de sucesso, para tentarem copiar o momento especial de 2010. Naquele ano, os tais ''negócios de ocasião'' aportaram na Boca do Lobo, Maurinho e Alex Dias, jogadores com passagens em grandes clubes brasileiros, para dar um ''up'' na motivação dos torcedores do Lobão.

As coisas deram certo : o Pelotas venceu o invícto Grêmio titular em pleno estádio Olímpico (2x1) e decidiu a Taça Farroupilha dentro do Beira Rio contra o Inter, e até saiu com vantagem de 2x0 sobre o Colorado. Perdeu de virada por imposição do melhor time.

De lá para cá, esta fórmula parece ter sido esgotada numa única edição. Nos últimos três anos, consecutivos, foram seis técnicos contratados e demitidos nos Gauchões, além de uma sequência de outras contratações ditas '' de impacto'', que mais decepcionaram os torcedores, do que resolveram as coisas em campo.

Experiências feitas em pleno campeonato da Primeira Divisão, num plano de voo ''kamikaze, onde se tem muito pouco tempo para erros, devido ao calendário curtíssimo de apenas 15 jogos nas duas fases de classificação, redundando nos mesmos ''abismos'' transitórios da zona de rebaixamento.

MUDAR E CORRIGIR O CURSO DO PROJETO
A palavra mais usada no clube é ''projeto''. O futebol moderno impõe essa qualidade - não se deve mais fazer futebol em cima da perna. Cada contratação demanda custo elevado para os clubes, em especial do interior, com recursos menores e dependentes da única verba polpuda da TV.

O tal profissionalismo do futebol, em geral, tem sido confundido com negócios intermediados por empresários, onde muitos são sérios, mas nem todos preservam a qualidade de suas indicações, que, por vezes , tentam ''descartar''aquela carta na manga sem mercado no momento, para dar uma revigorada no profissional, retornando aos holofotes do meio da bola.

Em Pelotas, a realidade mais próxima que acompanhamos, estamos importando profissionais de fora(nada tenho em contrário) para administrarem nossos clubes. Será , que nesta região, que possui universidades de administração, profissionais do próprio meio e experientes, conhecedores das raízes locais, para entenderem melhor as paixoes características das torcidas rivais, além de outros segmentos capacitando pessoas nas diversas áreas do esporte, entre essas, duas faculdades de Educação Física, que até projetaram profissionais e membros da arbitragem para o mundo, não possuiria ninguém para essas atividades tão específicas?

O ''RETORNO DO JEDI''
A prova está sendo mostrada desde ontem, na Boca do Lobo : irão recrutar ex dirigentes , que merecem respeito pela história que construíram, para ajudarem na hora ruim e desestabilizada que o clube atravessa.

Eles sempre estiveram aqui, mas só são lembrados na hora em que a porca torce o rabo.

Até quando?

Abraço a todos !

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