quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sotilli, o homem das 36 camisas




Goleador por onde passou, Sandro Sotilli leva consigo um pouco da história na coleção de camisas de times que defendeu. Número de peças já ultrapassa as 36, com vaga para mais a do Sport Club Gaúcho

Kleiton Vasconcellos
(Redação Passo Fundo / DM)

Referência no futebol do Rio Grande do Sul, Sandro Sotilli contabiliza números

impressionantes. Aos 39 anos, já anotou mais de 400 gols na carreira iniciada em 1993, no Ypiranga. Artilheiro por três vezes do Campeonato Gaúcho (2002, 2003 e 2004), o centroavante tem no currículo a passagem por mais de 30 equipes. Todas elas lembradas na sua coleção de camisas.

Ao todo a compilação guardada na residência de Rondinha conta com 40 peças. Retiradas as de treino, sobressaem as 36 camisas de jogo – todas utilizadas dentro de campo. A pedido da reportagem do Jornal Diário da Manhã, Sotilli trouxe as camisas para Passo Fundo e relembrou a própria história.

A longa carreira iniciou em 1993, quando foi assinado o primeiro contrato profissional, no Ypiranga de Erechim – o exemplar utilizado em jogo naquela temporada está guardado na coleção. Com a transferência para o Veranópolis, em 1994, Sotilli teve a idéia de ir arquivando os uniformes. “Cada camiseta tem uma história, um momento da minha vida e a vivência em cada clube. Também, cada uma tem o seu significado especial. É uma maneira de eu relembrar fatos, gols, títulos e as até derrotas” conta Sotilli.

Se muitos jogadores têm por um motivo ou outro decepções ao longo da carreira, incrivelmente Sandro Sotilli não está neste grupo. Demonstrando felicidade com o caminho percorrido até aqui, Sotilli diz que “tenho carinho por todos os clubes, não guardo nenhuma mágoa, afinal a minha história é bonita. Quando vejo as camisas, lembro de quando fui goleador, dos títulos, das subidas de divisão”.

Para organizar melhor a coleção, Sotilli planeja emoldurar cada exemplar em um quadro. “Tenho que cuidar, pois é uma recordação que não tem preço” expõe o goleador, que está sempre acompanhado da filha Yasmin, de três anos.

Em breve, a 37ª
Para 2013, Sandro Sotilli já guarda espaço para mais uma camisa: do Sport Club Gaúcho. “Vou defender as cores do Gaúcho com o propósito de colocar o time na 1ª Divisão. Vai ser um trabalho bastante duro, mas estou disposto a encarar esse desafio com a maior satisfação e alegria. Tudo o que eu vivi no futebol possa ajudar o Gaúcho nessa nova etapa. Sei que o clube tem uma torcida apaixonada, mas com o orgulho ferido.

A motivação do torcedor voltou com o acesso e tudo isso traz o torcedor de volta. Acredito que Passo Fundo suporta duas equipes na 1ª Divisão”.

Identificações
Lógico que uma carreira tão grande tem seus pontos mais marcantes. Com Sotilli não é diferente. O goleador se diz identificado “um pouco mais” com alguns dos clubes defendidos. “Me identifico muito com o Pelotas, clube que mais defendi e onde tive um título e um acesso. Também lembro muito do Esporte Clube Passo Fundo, do título gaúcho de 1998 com o Juventude, da artilharia com o Glória e com o XV de Novembro, os bons momentos no Internacional” cita. Nas contas do jogador, há ainda o título de campeão cearense pelo Ceará, as passagens pelo futebol mexicano e pela China.

Longa carreira
Goleador por onde passou, Sandro Sotilli já tem 400 gols anotados na sua carreira profissional, incluindo 110 no Gauchão Série A. Aos 39 anos, o “Alemão” vestiu as camisas de Ypiranga, Veranópolis, Internacional, Juventude, Caxias, Ceará, Rio Branco-SP, Beijing-CHI, Paulista, XV de Novembro, Xian-CHI, Al Kaliji-ARA, Glória, Necaxa-MEX, Jaguares-MEX, Dorados-MEX, León-MEX, Pelotas, São José-Poa, Brasil-Far, São Paulo-RG, Chapecoense e São Luiz. Em 2011, chegou ao EC Passo Fundo, marcando 13 gols no acesso de 2012. Para 2013, foi anunciado como reforço do SC Gaúcho.

Profissional e torcedor
Quando criança, todo futuro jogador sonha em defender o clube do coração. Alguns conseguem, outros não. E há aqueles que perdem a paixão de torcedor para assumir o lado profissional. “Quando guri eu era gremista, mas em 1997 defendi o Inter, fui bem tratado lá e agora sou neutro” explica.

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