quarta-feira, 31 de outubro de 2012

INTER x PALMEIRAS - Árbitro foi avisado pelo 4º Assistente

Foi o gaúcho Jean-Pierre Gonçalves Lima, quarto árbitro, quem o avisou sobre o gol irregular do atacante Barcos, sem interferência das imagens da televisão como alegam dirigentes paulistas
 
Um documento que será enviado nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) trará o relato do árbitro Francisco Carlos Nascimento a respeito do ocorrido na partida entre Inter e Palmeiras, no último sábado, no Beira-Rio. 

No manifesto do árbitro alagoano, escudo da Fifa, constará que foi o gaúcho Jean-Pierre Gonçalves Lima, quarto árbitro, quem o avisou sobre o gol irregular do atacante Barcos, sem interferência externa — imagens da televisão — como alegam dirigentes e comissão técnica do clube paulista. 

A partida vencida pelo time de Fernandão por 2 a 1 está sub judice, e o STJD pediu a manifestação de Inter e dos árbitros para dar um parecer sobre a anulação do jogo depois das explicações do clube e dos juízes.

Escrito por Giuliano Bozzano, advogado da Associação Nacional de Árbitros (ANAF), o documento explica que, aos 18 minutos da etapa final, após uma cobrança de escanteio, houve um gol da equipe do Palmeiras. Os assistentes, da lateral do campo e da linha de fundo, validaram o lance e, levado pela circunstância, Francisco Carlos Nascimento também indicaria o gol. Pelo ponto eletrônico que tem no ouvido, Nascimento teria ouvido a frase "Foi mão, foi mão", reiteradas vezes. Nisto, correu em direção a Jean-Pierre e perguntou "mão de quem?". 

Com a rapidez do lance, não teria sido possível ver quem colocou a mão na bola, apenas de que houve a irregularidade — teria explicado Jean-Pierre, motivo pelo qual o jogador Barcos, que colocou a mão na bola, não recebeu o cartão amarelo, como manda a regra, ao tentar ludibriar o árbitro e/ou jogá-lo contra a torcida.

— Está havendo uma inversão de valores. Quem deveria estar sendo requerido, investigado, é o jogador — disse uma pessoa ligada a Francisco Carlos Nascimento.

Outro ponto levantado ao STJD: a falta de um detalhamento do lance por Francisco Carlos Nascimento na súmula do jogo. A publicação divulgada no site da CBF não fazia nenhuma citação à confusão. Na parte destinada às ocorrências do confronto, o árbitro apenas escreve que "nada houve de anormal". Já no relatório do assistente, está escrito que "nada houve". Por conta da confusão, a partida ficou parada por quase sete minutos, mas não há nenhuma referência à polêmica. Na súmula, também não consta cartão amarelo para Barcos por conta do lance. 

— Se houve a interferência externa, porque não deu cartão amarelo (a Barcos)? A informação foi tão de dentro, tão entre eles, que não houve o cartão. Por aí se comprova que não houve interferência externa. Não se sabia quem era a mão. Houve a mão, mas não se sabia quem era. Não se pode punir sem saber. Puno a equipe, que cometeu a irregularidade, mas não se pune o jogador — explicou um membro da Federação Alagoana.

Um comentário:

guig disse...

po Beto i tu acha que o Jean viu la´do meio campo o toque de mão? alguem (reporter ou delegado)avisou o Jean, isso é interferencia externa, o que é proibido pela FIFA.

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