Comentário:
Nas notícias e informações diversas , em todo o país, nenhuma oferece a definida situação se haverá ou não Terceira e Quarta Divisão , em campo, no futebol brasileiro, em 2012.
Durante mais de uma semana tenho pesquisado tudo o que é possível sobre tais notícias, mas até este momento nenhuma é conclusiva.
Abaixo, mais uma pelo país mostra a expectativa e a dúvida sobre o campeonato nacional.
Beto Vetromille
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A guerra de liminares em que se transformou a Série C do Campeonato Brasileiro pode colocar em risco a realização da competição. Ontem, o presidente da Federação Pernambucana, Evandro Carvalho, admitiu que há o risco de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) suspender em definitivo tanto a Terceira, quanto a Quarta Divisão, caso uma solução para a batalha na Justiça Comum envolvendo Treze, Rio Branco-AC, Araguaína-TO, Brasil-RS e Santo André-SP não seja encontrada o mais rápido possível. Os clubes pleiteiam duas vagas na Série C.
Apesar de ser ainda remota, tal possibilidade dá a dimensão da incerteza que tomou conta das demais agremiações que vão disputar as duas competições, que deveriam ter sido iniciadas no último domingo. O maior temor dos dirigentes é de que essa pendenga jurídica se arraste por meses, o que prejudicaria financeiramente os clubes.
“O momento é muito delicado. A possibilidade de as Séries C e D não serem realizadas existe. Antes era apenas uma liminar, hoje são quatro. Virou uma bola de neve. Ou se toma uma atitude rapidamente ou as duas competições ficarão inviabilizadas. Estamos estudando para saber como reverter juridicamente essa situação. O caminho pode ser o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Vamos atrás de um recurso que mate todas as outras liminares”, afirmou Evandro, que chegou ontem à noite ao Rio de Janeiro para tratar pessoalmente do assunto com os dirigentes da CBF.
Outro que admitiu que o momento é delicado foi o próprio presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Rubens Approbato, que determinou a suspensão das duas competições até que todos as causas na Justiça sejam solucionadas. Em entrevista por telefone ao JC, ele alertou para o risco da paralisação se estender por meses, caso as agremiações não cheguem a um entendimento.
“Se os clubes forem esperar que a Justiça julgue o mérito de todos os casos e que se encerrem todos os trâmites legais, com todos os recursos, os campeonatos devem começar dentro de dois ou três anos. Por isso, espero que haja bom senso. Afinal, são mais de 50 clubes e 1.200 jogadores que estão sendo prejudicados”, afirmou Approbato.
Também por telefone, a reportagem tentou, por inúmeras vezes, entrar em contato com o diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes. Mas não obteve sucesso. Ontem, a entidade amargou uma derrota na Justiça da Paraíba, já que teve cassado o agravo de instrumento que visava derrubar a liminar obtida pelo Treze e que dá direito ao clube paraibano disputar a Série C na vaga do Rio Branco-AC.
A CBF tenta fazer o mesmo com a liminar obtida pelo Brasil-RS na Justiça do Rio Grande do Sul, que lhe dá a vaga do Santo André. Há ainda uma terceira liminar, concedida dessa vez na Justiça do Tocantins, que garante a participação do Araguaína no posto do Rio Branco, e uma quarta, a favor do clube acreano.
As batalhas nos tribunais também ganhará uma ação dos demais clubes das Séries C e D, prejudicados com a suspensão das competições, e que obrigaria a CBF a dar início às disputas. “A possibilidade de a Série C ficar paralisada por muito tempo existe. E por isso vamos entrar com um mandado de garantia. Seria uma liminar de efeito maior, baseado no regulamento da competição e na legislação federal”, explicou o presidente do Santa Cruz, Antônio Luiz Neto.
Do Jornal do Comercio
Fonte : Blog do Cajú

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